quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Novidades nos sistema de pagamento on-line

O pagamento é uma etapa crucial no processo de compra on-line e deve funcionar perfeitamente. Para o cliente, isso significa a possibilidade de realizar uma transação ágil, segura em um sistema que ofereça os principais meios de pagamento disponíveis no mercado. Atualmente, os e-consumidores optam pelos seguintes meios: cartão de crédito (68%); boleto bancário (25%); TEF - Transferência Eletrônica de Fundos (5%); e outros (2%), sendo que esses percentuais podem variar em decorrência do segmento de atuação e do perfil de seu público.

O lojista deve atender a essa necessidade de seus clientes, o que não é fácil nem barato devido a necessidade da contratação mínima de pelo menos três instituições para prestar esse serviço de forma satisfatória: um banco que ofereça a solução de pagamento por meio de boleto e transferência eletrônica e as duas maiores operadoras de cartões de crédito Visanet e Redecard. O processo de contratação das operadoras de cartões é burocrático e demorado e as tarifas são caras: uma taxa mensal fixa ao redor de 100 Reais mais um percentual ao redor de 4,5% sobre o valor da venda. Os Bancos não ficam atrás, cobram cerca de 3 Reais para emitir um simples boleto e cerca de 0,50 centavos para realizar uma transferência eletrônica que nada mais é que um lançamento a crédito na conta corrente da loja e outra a débito na conta corrente do cliente comprador. Embora esses valores pareçam pequenos a primeira vista, para o lojista representam um ônus expressivo. Na venda de um CD de 20 Reais, por exemplo, o banco ficará com 15% da receita, para emitir um boleto, percentual maior do que a margem de lucro de muitas lojas virtuais.

Infelizmente nada indica que esse quadro deverá mudar nos próximos anos no que se refere ao quesito custo, no entanto, em termos de facilidade de implantação de sistemas de pagamento existe uma novidade positiva para o pequeno lojista:

Os integradores de Meios de Pagamento

Integradores de meios de pagamento são empresas que funcionam como intermediárias entre os fornecedores de soluções de pagamento (bancos e operadoras) e o lojista virtual. Elas fazem um contrato com o lojista e disponibilizam na loja um vasto leque de opções de pagamento que inclui os principais bancos e operadoras de cartão no país. As principais vantagens são:

  • Menor burocracia para o lojista no momento da contratação e implantação;

  • A implantação é simples, bastando inserir código html no site;

  • Possibilidade de venda por cartão on-line por parte de um lojista que deseja atuar como pessoa física;

  • Maior liquidez em decorrência do menor prazo de recebimento de 14 dias em vez dos tradicionais 30 dias;

  • Processo de liberação ou não da venda é realizado pelo próprio integrador que realiza a análise de risco;

  • Risco de fraude zero, uma vez que esse risco é assumido pelo integrador.

Naturalmente, esse serviço tem um custo que gira em em torno de 2% da transação, sendo que esse valor é adicional aos custos dos bancos e operadoras já citados acima. Para empresas de maior porte e com alto volume de transações esse serviço pode não ser tão interessante. Mas para o pequeno lojista a contratação de um integrador de meios de pagamento pode facilitar imensamente o processo de implantação e gerenciamento de uma área nevrálgica na loja virtual.

Algumas das empresas que atualmente prestam serviços de integração de meios de pagamento são: PAG-SEGURO, pertencente ao grupo UOL, BRASPAG, PagamentoDigital e iPagare.

Autor: Dailton Felipini é mestre e graduado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. Professor de comércio eletrônico na Universidade Mackenzie. Pesquisador, especialista em e-commerce, consultor e editor do site www.e-commerce.org.br.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A empresa digital: Comércio e Negócios Eletrônicos

É fundamental um administrador saber como a empresa pode se beneficiar através do comercio e negócios eletrônicos, criando verdadeiras redes digitais por meio da Tecnologia Internet que diferenciam o método tradicional de comunicação com clientes e fornecedores, aprimorando e digitalizando processos de negócios internos e externos, também o relacionamento com outras organizações tornando-se mais eficiente e competitiva, mas enfrentando alguns desafios, pois:

-comércio e negócios eletrônicos exigem mudança completa, em relação à estrutura organizacional e processos gerenciais, chegando a ter que redesenhar processos de negócios inteiros, adquirirem novas tecnologias para sistemas de informação e pratica empresarial, enfim mudando totalmente a estrutura física, cultural e administrativa da empresa.

-precisa descobrir um modelo de negocio na internet de sucesso, ou seja, que atenda suas necessidades principalmente venda e marketing, buscando lucro, sendo que o acesso a novos mercados pode não se realizar.

Por meio da Internet criou-se uma nova estrutura digital para TI permitindo compartilhar informações por todos os setores das empresas que dependem cada vez mais dela para continuarem eficientes e competitivas, pois a comunicação é mais fácil, o custo é menor, e se adapta a qualquer plataforma computacional o que se diferencia das antigas redes proprietárias que eram utilizadas. Os parceiros comerciais tem comunicação direta 24H por dia sem intermediários e procedimentos ineficientes, assim compartilham e distribuem informações inclusive em outros formatos que não seja texto, atraindo novos clientes e fornecedores com pouco esforço e ainda reduzem os custos de transação como pagar contas, processar pedidos, atender um cliente, prazos de entrega especialmente os totalmente digitais como musicas, vídeos textos e até mesmo softwares.também possibilita aos gerentes uma nova forma de coordenação sob os funcionários, pois controle um numero maior deles envolvidos em diferentes tarefas e partes do mundo utilizando também e-mail para comunicação, estes e outros serviços juntamente com a quantidade de benefícios e novas oportunidades são responsáveis pela “explosão de empresas eletrônicas” e da emergência da empresa digital .


Ela mudou também a forma de conduzir os negócios empresariais, pois com grande capacidade de armazenamento e distribuição de informações diretas e instantâneas com custo baixo, por exemplo, quando um cliente quer adquirir um produto não precisa mais se deslocar de sua casa até o varejo , basta fazer um pedido por um site web, e receberá sua compra em casa no prazo estabelecido ou ainda melhor pode comprar direto de um fornecedor pagando um preço mais baixo ainda. Estes fatos que ocorrem estão rompendo os antigos modelos de negócios (Modelo de negócio: é a riqueza mostrada pela empresa baseada na entrega de um produto ou serviço.), não sendo mais necessária a existência de canais tradicionais de comunicação, pois são antieconomicos e desnecessários, por exemplo, realizar transações sem ir ao banco não necessitando mais de corretoras de varejo, comprar um livro sem ir à livraria, ou melhor, ainda o livro pode ser digital, não ocupando espaço em prateleiras.


Assimetria de Informação: é quando um participante da transação tem mais informação que outro. Um exemplo típico é a revenda de automóveis, entre o revendedor e o cliente a assimetria esta do lado do revendedor, pois só ele sabia os preços de fabrica, mas hoje com a internet a assimetria foi reduzida, por exemplo, clientes compram carros pela web escolhendo a fabrica e o modelo por melhores preços e condições, isso transformou totalmente a Riqueza que é a quantidade de informação que uma empresa oferece sobre um produto ou serviço e também a que coleta do cliente, e o Alcance da informação que é a quantidade de pessoas que ela atende e a quantidade de produtos e serviços oferecidos, isto facilitou o atendimento ao cliente, reduziu custos operacionais, expandiu produtos etc..


Os novos modelos de negocio são Loja Virtual vende direto a clientes ou empresas individuais. Corretora de Transações: processa transações on-line. Corretora de Informações: gera receita em colocação de anúncios web, disponibilizando informações sobre produtos a pessoas e empresas. E-marketplace:ambiente digital onde reúnem se pessoas para discutir e apresentar preços promovendo até leiloes.Provedora de Conteúdo:gera receita fornecendo conteúdo digital como musicas, vídeo, fotos onde o cliente paga pelo acesso a elas ou para distribuir elas.Provedora de serviços on-line: gera receita por taxas de inscrição propaganda ou coleta de informações de marketing dos usuários.Comunidade Virtual:reunião de pessoas on-line para descobrir informações úteis.Portal entrada na web com conteúdo e serviços especializados. Através destes fornecem ao cliente novas formas de atendimento, produtos, informações, preços etc.. Os novos modelos de negócios ainda dividem-se em puros que são totalmente virtuais (Web) e Híbridos que são reais e virtuais (cimento e click).


O comércio eletrônico possui duas formas de transação, a 1º se refere à natureza dos participantes que divide o comercio eletrônico em 3 formas: empresa-consumidor (e-commerce B2C): venda de produtos e serviços a compradores individuais. Empresa-empresa (e-commerce B2B): venda de bens e serviços entre empresas e Consumidor-consumidor venda eletrônica de bens e serviços entre consumidores. A 2° se refere à conexão física entre o participante e a web, utilizavam-se redes ligadas por fio e hoje pode-se acessar a internet e todos seus tipos de serviços através de telefones celulares e outras aplicações digitais portáteis sem fio. a utilização desse tipo de aparelho, chama-se Comércio móvel (m-commerce).


Outra vantagem da internet é que ela fornece relacionamentos duradouros e compras regulares, onde fabricantes podem vender seus produtos diretamente a clientes de varejo, evitando intermediários como distribuidores e lojas de varejo, evitando gastos com alugueis, departamento de vendas etc.. A vantagem para o cliente é que é mais barato. A remoção de organizações ou camadas de processos de negocio, ou seja, os intermediários em uma cadeia de valor chamam-se desintermediação. Da mesma forma que exclui intermediários cria novos em alguns setores, podendo ser chamados infomediarios que auxiliam os usuários da internet a obter informações e localizar produtos e serviços on-line, então ocorre a reintermediação que desloca uma cadeia de valor para uma nova fonte. Bem ao contrario do que ocorre em canais tradicionais de distribuição onde o custo final do produto é maior.


O pessoal de marketing usa recursos interativos das paginas web para prender a atenção dos clientes, capturando informações sobre gostos, modelos, preferências, e interesses, fazendo marketing um a um, coletando informações destes através de ferramentas de software que rastreiam as atividades na web sabendo quais páginas o cliente acessou e quantas vezes. è usada também uma técnica de Personalização Web,onde empresas criam paginas web exclusivas e personalizadas que apresentem anúncios, mensagens de produtos e serviços para clientes individuais fortificando o relacionamento com o cliente, por meio das informações obtidas pelo rastreamento e cadastro dele em sites. È uma técnica que atrai a atenção do cliente, mas por outro lado é considerada invasão de privacidade, porque grande parte dos dados é coletada sem o cliente saber.

O ideal seria saber os gostos do cliente por meio de pesquisas em que eles preenchem cadastros, mas o custo é maior para mante-los, tendo como vantagem menos gastos da parte de vendas para educação do cliente e ainda a empresa pode melhorar seus produtos e serviços através das diferentes sugestões , então os clientes deixaram de ser compradores passivos apenas e transformaram-se em participantes ativos na cadeia de valor.
Através da utilização do rastreamento, aparelhos portáteis, rastreamento e técnicas de personalização as estratégias de marketing não precisam mais se preocupar em cimo levar a informação até o cliente, mas sim em levar diretamente a mensagem ao cliente de acordo com sua necessidade, por exemplo, notificar um corretor quando o volume de negócios estiver muito alto nos dias úteis.
Com o relacionamento com o cliente aumentado através das tecnologias web e seus serviços principalmente e-mail, esclarecer duvidas dos clientes ficou ainda mais fácil através do atendimento automatizado que custa menos que um telefonema. As empresas estão criando centrais de atendimento on-line um departamento destinado a esclarecer duvidas que possa ser encontrado nos sites por meio dos links “fale conosco” que são respondidos pelo e-mail cadastrado por um telefonema da empresa ou em tempo real mesmo, inclusive clientes podendo auxiliar-se nas compras que irão fazer.

No e-commerce empresa-empresa, sistemas proprietários e processos em papel para pedidos, entregas de mercadorias, fornecimento de informações e outros estão sendo substituídos pelas tecnologias web criando lojas virtuais, aumentando vendas entre empresas de grande porte que por meio de Redes Setoriais Privadas sendo: extranet para conectar-se a fornecedores e outros parceiros de negócios a fim de realizar de forma eficiente o gerenciamento da cadeia de suprimentos e outras atividades do comercio colaborativo ex: projeto de desenvolvimento de um produto. Ou E-marketplace publico são ditas como praças de mercado on-line onde vários compradores podem comprar de vários vendedores, não voltam-se muito para relacionamentos, mas para transações gerando receita com compra e venda, leiloes, pedidos e outros.Os E-marketplace classificam-se em Insumos diretos, bens usados no processo de produção ex:chapas de aço e Indiretos todos os outros bens que não participam diretamente do processo de produção.Ex: material de escritório. Alguns E-marketplace atendem Mercados Verticais setores específicos Ex: automóveis outros Mercados Horizontais bens e serviços para diferentes setores industriais Ex: equipamentos.

Alguns benefícios de ambos: compartilhar catálogos on-line para fornecimento de preços, baratear os suprimentos diminuir prazos de entrega etc. Muitos e-marketplaces fracassaram, pois a concorrência entre fornecedores era muito alta incentivando propostas competitivas e derrubavam preços, além de não fornecer relacionamentos longos com os compradores.
Os sistemas eletrônicos de pagamento foram desenvolvidos para administrar ó pagamento de mercadorias e serviços comprados por meio da internet empresa-empresa ou empresa-consumidor. Classificam-se em: Cartões de crédito: proporcionam maior segurança oferecendo mecanismos ao comprador que providencia no banco que lhe forneceu o cartão o depósito na conta bancaria do vendedor, protegendo as informações transmitidas entre sites usuários e os bancos. Carteira Digital (Wallet) Software que armazena informações do cartão de crédito e outros dados que facilitam a compra pela web, não necessitando o usuário digitar seus dados toda vez que realizar uma compra, pois são automaticamente registrados. Sistemas de Micro pagamento desenvolvidos para compras de menos de 10 dólares, podem ser do tipo Saldo Devedor Acumulado onde é acumulado micropagamentos que devem ser pagos periodicamente através do cartão de credito ou conta telefônica. Sistemas de pagamento de valor pré-armazenado: habilitam consumidores a realizar na hora pagamentos aos comerciantes cujo valor é armazenado em uma conta digital, estes sistemas dependem do valor existente em conta bancaria corrente, cartão de crédito e algumas exigem carteira digital. Existem sistemas de valor pré armazenado especial para micropagamentos que são os Cartões Inteligentes,do mesmo tamanho de um cartão de credito, armazena conteúdo digital como histórico médico, identificação números de telefone etc., para pagar, são passados em uma leitora. Dinheiro Digital(e-cash) para micropagamentos ou contas maiores, é a moeda eletrônica onde usuários recebem software de cliente e transacionam dinheiro pela Internet com outro usuário ou varejista do mesmo, recomendado para quem não possui cartão de credito.Sistemas peer-to-peer(P2P) transação de dinheiro pela web a vendedores que não aceitam pagamento por cartão de credito, onde o cliente através do seu cartão cria uma conta para o pagamento designado em um site específico a este tipo de pagamento que receberá o dinheiro na conta bancaria ou endereço físico. Cheque digital, cheque eletrônico criptografado com assinatura digital segura que ampliam as funcionalidades de contas correntes, são seguros e mais utilizados entre empresas e os Sistemas Eletrônicos de apresentação e pagamentos de faturas apóiam pagamento eletrônico de pós compra em lojas on-line e reais, usados para saldar contas rotineiras com possibilidade de verificação, também notificam as contas a vencer apresentando faturas e processando pagamentos.

Pesquisas envolvendo ROI (retorno sobre investimento) revelam que um dos maiores benefícios da Net para as empresas são as Intranets que reduzem os custos de agencia e coordenação, pois são baratas e podem ser ampliadas ou reduzidas de acordo com as necessidades e recursos podendo integrar vários setores tipos de sistemas da empresa formando um único sistema em rede, criando um rico ambiente de informação on-line sendo atualizados e consultados a qualquer momento, evitando custos com impressões, papeis e distribuição, possibilitando que a empresa acompanhe as rápidas mudanças, para isso exige alto custo de produção, beneficiam também os clientes com soluções inovadoras e melhor qualidade.
Ambientes Colaborativos também são criados com Intranets onde membros trabalham juntos em projetos, planejamento compartilhando idéias independentes da localização física.

O gerenciamento de Processos de negocio por meio da Intranet é mais eficiente, pois engloba todas as áreas funcionais da empresa. Para Finanças e Contabilidade oferece uma visão integrada das mesmas e fácil de serem utilizadas, por exemplo, reúnem informações do livro-razão e dados funcionais contribuindo para tomada de decisões. Na área de Recursos Humanos mantém todos os funcionários informados sobre assuntos da empresa como registros e benefícios, publicando on-line suas políticas e planejamento, utilizadas também para avaliação de competência. Para Vendas e Marketing são usada para clientes individuais e outras empresas coordenando-as dando acesso a preços atualizados promoções, para enfrentar a concorrência, personalizar documentos etc.. E enfim para Fabricação e Produção são mais utilizadas para controle de estoque coletando informações de produção em tempo real, alteração de fornecedores etc.,
Sistemas integrados são útil para o gerenciamento da cadeia de suprimentos ligando todos os processos fornecendo informações da fonte ao cliente, mas são caros se comparados a Internet que comunica todos os componentes da cadeia compartilhando todas as informações possíveis e atualizadas com custo mais baixo, usando Intranets melhoram a coordenação dos processos internos Ex: ajuste de compras e processamento de pedidos um dos recursos mais caros da do comercio eletrônico e as extranets melhoram a coordenação de toda a cadeia inclusive das ligações com parceiros de e negocio Ex: colaboração de previsões.

baixo custo em fornecer estas informações em tempo real incentiva às empresas a compartilhar informações sobre negócios com um numero maior de fornecedores que podem ser realizadas através dos E-marketplaces B2B reduzindo também o estoque atendendo facilmente o cliente que terá o produto conforme solicitado. Colabora também para introduzir cada vez mais produtos no mercado aumentando sua renda aplicando-a a projetos de produtos, enfim ela forma um sistema nervoso digital de logística.
O comércio e negócios eletrônicos além dos benefícios e novas oportunidades trazem grandes desafios aos gerentes como garantir lucro, pois exigem mudanças organizacionais profundas.

Centenas de empresa fracassaram com este tipo de serviço, pois não conseguiram lucro suficiente para o sustento e suporte, não conseguindo também cumprir os prazos de entrega estabelecidos com clientes. Os processos de negócios precisam ser reprojetados e integrados, principalmente os da cadeia de suprimento que exigem modificações devido os diferentes comportamentos das empresas, pois diferenças entre departamentos e divisões podem ser um grande impedimento à construção de relacionamentos.Conflito de Canal é um dos grandes problemas da Web onde vendedores perdem o valor, pois clientes podem comprar direto de fornecedores, também o comercio real perde o valor, pois é totalmente substituído pelo digital reduzindo cargos e funções.
Não existem leis para o comercio eletrônico que assegurem validade de documentos digitais que podem ser copiados, contratos via e-mail podem não ser seguros, assinaturas eletrônicas podem ser falsificadas etc.. Mas ainda o maior problema é saber a lei de que pais aplicar... (daquele onde está o fabricante? O servidor? Ou o cliente?).

Segurança e Privacidade também são desafios, pois informações importantes como dados pessoais, elaboração de um produto.. passam por diversos sistemas de computadores antes de chegar ao destino e podem ser copiadas, monitoradas, armazenadas em qualquer ponto da rota , sendo utilizadas para falsificação questões de concorrência, roubos. Estes processos às vezes ocorrem sem querer através dos sistemas de rastreamento utilizados para obter automaticamente dados de clientes sem que tenham que se cadastrar, mas também podem ser realizados propositalmente por Hackers, vândalos e criminosos da informática que às vezes recebem dinheiro em troca para realizar a espionagem.


Enfim gerentes devem avaliar suas estratégias e modelos de negocio para ver se enquadram aos recursos da tecnologia web, estando cientes de que enfrentarão vários desafios e terão que realizar diversas mudanças tanto estruturais como em política e comportamento, primeiramente decidindo se usará em toda empresa para reduzir os custos de transação criando novos modelos de negocio com o comercio eletrônico aumentando o contato com clientes e fornecedores através da eliminação de intermediários.

Referência: http://www.oficinadanet.com.br/artigo/788/a_empresa_digital_comercio_e_negocios_eletronicos

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Qual o Papel de um DBA?

Quando aprendemos Banco de Dados na Graduação, já nas primeiras aulas o professor nos mostra conceitos, históricos, a importância dos dados para um sistema informatizado, a arquitetura de um Sistema de Gerência de Banco de Dados (SGBD) e os atores envolvidos em cada atividade que um SGBD exige para funcionar. Um dos atores mais importantes, nesse contexto, é o DBA que “detém a responsabilidade técnica central pelos dados”. Grande esta responsabilidade, não? Pois é, se entrarmos a fundo nas atividades deste ator, veremos que ele carrega nas costas a obrigação de responder pelas conseqüências dos próprios atos, e muitas vezes, dos outros.
O SGBD não trabalha sozinho. Ele exige um profissional qualificado que controle a máquina implementada dentro dele. Se olharmos a anatomia de um SGBD, veremos que ele possui inúmeros módulos que interagem entre si, como mostra a figura a seguir. No entanto, a configuração para que esta máquina funcione, da melhor maneira possível, com o máximo de eficiência e eficácia, é realizada pelo DBA. A figura a seguir apresenta os principais módulos de um SGBD, com destaque para algumas das atividades de responsabilidade do DBA.


Atividades mais comuns exercidas
Como já comentado, o DBA tem um papel importante para o bom funcionamento de um sistema corporativo. Mas, quais são as atividades que, de fato, ele deve executar? Na prática, são inúmeras, desde o contato com o usuário final da aplicação até aquele “palpite” na hora de trocar o servidor do
Banco de Dados. No entanto, podemos listar algumas tarefas que são de sua responsabilidade e que normalmente são exercidas somente por ele.

Instalação e configuração do servidor.
A primeira tarefa do DBA é a instalação e configuração do servidor de banco de dados. Para que esta tarefa seja realizada com sucesso, é muito importante que o DBA tenha conhecimentos avançados do SGBD que está sendo instalado. Esta tarefa envolve atividades que vão desde o planejamento de hardware e sistema operacional, questões de segurança, licença de uso, até configurações básicas tais como controle de codificação de caracteres (definição do encoding), nome do banco de dados, número máximo de transações concorrentes permitidas, timeout, entre outros.

Definição do esquema.
Esta atividade inicia a implementação de um banco de dados em um SGBD, correspondendo à definição da estrutura dos registros de dados do banco de dados. Neste ponto, o DBA recebe do analista de banco de dados (DA ou Data Analyst – profissional responsável por identificar os requisitos de dados da corporação) a modelagem conceitual (um diagrama entidade-relacionamento ou um diagrama de classes UML, por exemplo) e o converte para uma modelagem lógica (relacional, objeto-relacional, XML, ou outra) compatível com o modelo implementado pelo SGBD utilizado. Em alguns ambientes de negócio, o DBA acumula a função de DA e, portanto, deve ter conhecimento fundamental de análise de software e conhecimento aprofundado de modelagem de dados.

Definição da estrutura de armazenamento.
Aqui o DBA inicia o processo de construção das estruturas internas do SGBD, tais como criação de índices e métodos de acesso. Existem também considerações a serem feitas a respeito de desempenho, controle de concorrência e requisitos de espaço de armazenamento (tamanho dos atributos de tabelas e tipos associados, dentre outros). Decisões como “armazeno figuras em atributos da tabela ou no sistema de arquivos do servidor de banco de dados?” são feitas durante a execução desta atividade. Muitas destas atividades necessitam de um profundo conhecimento da linguagem SQL para a definição de dados (SQL/DDL: Data Definition Language), e dos tipos permitidos em cada SGBD.

Concessão de autorização de acesso aos dados.
Você já deve ter acessado algum sistema Web em que se fazia necessária a autenticação de usuários (a página Web da rodoviária de Porto Alegre, um monitoramento de desempenho. A tarefa de acompanhar o desempenho do SGBD é uma das mais complexas de um DBA, pois, além de efetuar o monitoramento, é necessário que ele esteja preparado para tomar decisões importantes sobre “o que fazer se o desempenho não estiver bom”. Muitas vezes, isso implica diretamente na situação financeira de uma corporação, pois o DBA deve escolher entre “adquirir novo hardware” ou simplesmente “ajustar o desempenho do SGBD” (veja a próxima atividade).

Melhoria de desempenho.
A melhoria de desempenho (performance) envolve diversas sub-tarefas, desde ajustes específicos de cada SGBD, tais como escolha do melhor plano de execução de uma consulta, definição de visões (views) para a geração de relatórios complexos, seleção de um mecanismo de bufferização de dados adequado e redefinição de índices, até questões relacionadas à modelagem e projeto do banco de dados. Uma modelagem, ou projeto, mal definida gera uma estrutura interna ineficiente em termos de acesso, onde vários problemas de desempenho podem ser detectados. A utilização adequada da infra-estrutura (memória, unidades de armazenamento, processadores, entre outros) é outra questão importantíssima quando o assunto é desempenho.

Definição de estratégias de backup.
A atividade de backup é uma tarefa crucial em todos os ambientes corporativos, pois qualquer empresa pode ser vítima de algum acidente, ou incidente, que pode causar perda de dados. Uma vez que DBAs são responsáveis pelos dados destas corporações, é natural que seja deles a decisão pela melhor estratégia de backup em cada caso. De forma geral, pode-se definir duas estratégias: uma cópia completa do banco de dados, ou uma cópia consistente para leitura e sem apresentar as transações ativas. Vale salientar que muitos SGBDs oferecem ao DBA ferramentas para controle eficiente de procedimentos de backup, como por exemplo, backups incrementais e backups on-line, que evitam a degradação de desempenho do banco de dados quando estão executando.

Definição de estratégias de recuperação de dados.
A tarefa de recuperação de dados requer um SGBD tolerante a falhas, ou seja, um SGBD que seja capaz de conduzir o banco de dados a um estado passado consistente, após a ocorrência de uma falha que o deixou em um estado inconsistente. Esta “tolerância a falhas” muitas vezes se baseia em redundância de dados. Um tipo de técnica de recuperação muito usada é a baseada em logs, que são arquivos que registram seqüencialmente as atualizações no banco de dados. Logs normalmente são mantidos em cópias em memória secundária (disco ou fita, entre outros). O DBA deve conhecer detalhadamente cada técnica implementada nos SGBDs a fim de definir a melhor alternativa no caso de uma falha.

Modificação de esquema.
O esquema de um banco de dados pode evoluir com o passar do tempo, seja
devido a modificações nos requisitos de dados da corporação, seja para melhoria de desempenho. Em alguns casos, são necessárias noções de engenharia reversa de banco de dados, onde se obtém a modelagem conceitual do banco de dados a partir da sua implementação em um SGBD, visando a redefinição de requisitos ou de estratégias de mapeamento para esquemas lógicos mais eficientes. Vale ressaltar que a modificação do esquema de um banco de dados deve ser realizada com cautela, de modo a não tornar inválidos dados eventualmente já cadastrados, como por exemplo, a redefinição de uma chave primária ou a alteração do tipo de dado ou de uma restrição de integridade de um atributo em uma tabela.

Reorganização física.
A tarefa de organização física do banco de dados trata da disposição e localização física dos dados nos dispositivos de armazenamento. Como um banco de dados é composto por vários arquivos relacionados entre si, é necessário que eles estejam armazenados em um local físico. A localização desses arquivos influencia a forma como são acessados, como são inseridos ou alterados, o tempo de resposta de cada consulta, a segurança e o custo de processamento. Os arquivos do banco de dados controlados por um SGBD podem ser centralizados ou distribuídos. O DBA deve organizar os dados fisicamente de forma a usar de maneira eficiente os recursos de armazenamento e processamento. Por exemplo, dados distribuídos em vários computadores controlados pelo SGBD ambiente de Intranet de alguma empresa ou Universidade, por exemplo). Pois bem, estas permissões são normalmente concedidas ou revogadas pelo DBA. Como ele é responsável pela criação do esquema dos dados e pela definição da estrutura de armazenamento, ele também deve se responsabilizar por “quem pode acessar o quê”. Dependendo do sistema de aplicação e das necessidades de cada empresa, alguns usuários só possuem privilégio para consultar certos dados, enquanto outros podem também atualizar dados. Um bom conhecimento da SQL/DDL também se faz necessário.

Especificação das restrições de integridade.
Não basta apenas definir o esquema dos dados de um banco de dados. O DBA deve garantir que o SGBD mantenha valores válidos para estes dados e transições de valor igualmente válidas. Questões como “um determinado atributo de uma tabela pode ser nulo?”, “o salário de um funcionário pode ser reduzido?” ou ainda “é admissível que duas pessoas sejam associadas ao mesmo e-mail? Ou ele deve ser único por pessoa?” devem ser respondidas pela corporação e configuradas no banco de dados pelo DBA. Além disso, esta atividade envolve definições importantes de restrições de integridade referencial: “uma coluna definida como chave estrangeira não pode referenciar um valor de chave primária que ainda não existe”. Novamente: conhecimento da SQL/DDL e da SQL/DML (Data Manipulation Language) é fundamental!

Monitoramento de desempenho.
A tarefa de acompanhar o desempenho do SGBD é uma das mais complexas de um DBA, pois, além de efetuar o monitoramento, é necessário que ele esteja preparado para tomar decisões importantes sobre “o que fazer se o desempenho não estiver bom”. Muitas vezes, isso implica diretamente na situação financeira de uma corporação, pois o DBA deve escolher entre “adquirir novo hardware” ou simplesmente “ajustar o desempenho do SGBD” (veja a próxima atividade).

Melhoria de desempenho.
A melhoria de desempenho (performance) envolve diversas sub-tarefas, desde ajustes específicos de cada SGBD, tais como escolha do melhor plano de execução de uma consulta, definição de visões (views) para a geração de relatórios complexos, seleção de um mecanismo de bufferização de dados adequado e redefinição de índices, até questões relacionadas à modelagem e projeto do banco de dados. Uma modelagem, ou projeto, mal definida gera uma estrutura interna ineficiente em termos de acesso, onde vários problemas de desempenho podem ser detectados. A utilização adequada da infra-estrutura (memória, unidades de armazenamento, processadores, entre outros) é outra questão importantíssima quando o assunto é desempenho.

Definição de estratégias de backup.
A atividade de backup é uma tarefa crucial em todos os ambientes corporativos, pois qualquer empresa pode ser vítima de algum acidente, ou incidente, que pode causar perda de dados. Uma vez que DBAs são responsáveis pelos dados destas corporações, é natural que seja deles a decisão pela melhor estratégia de backup em cada caso. De forma geral, pode-se definir duas estratégias: uma cópia completa do banco de dados, ou uma cópia consistente para leitura e sem apresentar as transações ativas. Vale salientar que muitos SGBDs oferecem ao DBA ferramentas para controle eficiente de procedimentos de backup, como por exemplo, backups incrementais e backups on-line, que evitam a degradação de desempenho do banco de dados quando estão executando.

Definição de estratégias de recuperação de dados.
A tarefa de recuperação de dados requer um SGBD tolerante a falhas, ou seja, um SGBD que seja capaz de conduzir o banco de dados a um estado passado consistente, após a ocorrência de uma falha que o deixou em um estado inconsistente. Esta “tolerância a falhas” muitas vezes se baseia em redundância de dados. Um tipo de técnica de recuperação muito usada é a baseada em logs, que são arquivos que registram seqüencialmente as atualizações no banco de dados. Logs normalmente são mantidos em cópias em memória secundária (disco ou fita, entre outros). O DBA deve conhecer detalhadamente cada técnica implementada nos SGBDs a fim de definir a melhor alternativa no caso de uma falha.

Modificação de esquema.
O esquema de um banco de dados pode evoluir com o passar do tempo, seja
devido a modificações nos requisitos de dados da corporação, seja para melhoria de desempenho. Em alguns casos, são necessárias noções de engenharia reversa de banco de dados, onde se obtém a modelagem conceitual do banco de dados a partir da sua implementação em um SGBD, visando a redefinição de requisitos ou de estratégias de mapeamento para esquemas lógicos mais eficientes. Vale ressaltar que a modificação do esquema de um banco de dados deve ser realizada com cautela, de modo a não tornar inválidos dados eventualmente já cadastrados, como por exemplo, a redefinição de uma chave primária ou a alteração do tipo de dado ou de uma restrição de integridade de um atributo em uma tabela.

Reorganização física.
A tarefa de organização física do banco de dados trata da disposição e localização física dos dados nos dispositivos de armazenamento. Como um banco de dados é composto por vários arquivos relacionados entre si, é necessário que eles estejam armazenados em um local físico. A localização desses arquivos influencia a forma como são acessados, como são inseridos ou alterados, o tempo de resposta de cada consulta, a segurança e o custo de processamento. Os arquivos do banco de dados controlados por um SGBD podem ser centralizados ou distribuídos. O DBA deve organizar os dados fisicamente de forma a usar de maneira eficiente os recursos de armazenamento e processamento. Por exemplo, dados distribuídos em vários computadores controlados pelo SGBD garantem uma maior disponibilidade. Entretanto, se estes dados estiverem replicados, haverá um maior custo para mantê-los consistentes quando da ocorrência de atualizações. Em alguns casos, quando o desempenho do banco não está satisfatória, é necessária a execução de uma reorganização física dos dados.

Conseqüências de uma administração ruim
Para termos a noção das responsabilidades de um DBA, vamos analisar algumas conseqüências de uma má administração de um banco de dados. Como já mencionado, uma má administração pode começar na fase de projeto do banco de dados. Uma modelagem conceitual de dados mal construída pode gerar conseqüências desastrosas no banco de dados. Isso inclui a identificação, ou não, de uma entidade, ou mesmo a definição errônea de uma cardinalidade. Podemos ter, por exemplo, o caso de uma corporação em que é necessário armazenar clientes e suas profissões. Se o banco de dados for projetado de forma a possibilitar que um cliente possa ter várias profissões e que uma profissão possa estar associada a vários clientes, teremos uma tabela associativa no banco de dados. No entanto, a criação de uma tabela associativa implica a criação de mais chaves primárias, mais índices, e consultas com acesso a um maior número de tabelas, o que pode causar, dependendo do volume de dados, uma baixa considerável no desempenho. Portanto, todo projeto deve ser revisto, sempre! A teoria da Normalização e suas formas normais são grandes aliadas para esta atividade.
Perda de dados é outra conseqüência de uma má administração, que pode acontecer em situações diversas, tais como uma falha que interrompe a execução do SGBD ou a falta de definição de backups.
A execução programada de backups, em uma freqüência adequada, é uma tarefa que evita muitos
problemas futuros. Além disso, o DBA deve estar preparado, também, para recuperar o banco de dados na ocorrência de uma falha. Para isso, é muito importante que ele tenha em mãos alguma ferramenta a qual o DBA conheça muito bem, a fim de não se deparar com problemas no uso da ferramenta em um momento em que a falha ocorrer.
Finalmente, o baixo desempenho do banco de dados é outra conseqüência que, em certos casos, pode ser decorrente de uma má administração. No entanto, é importante estar atento: nem sempre o baixo desempenho é resultado de algum problema no banco de dados. Outros fatores, como conexões ou configurações de rede, bem como configuração de hardware, podem estar associados ao problema. Para diagnosticar o banco de dados, é muito útil a utilização de ferramentas de monitoramento que, se usadas de forma preventiva, muitas vezes evitam que o desempenho caia a níveis muito baixos. O conhecimento detalhado de tais ferramentas também é muito importante, pois uma degradação acentuada de desempenho em função de ausência de monitoramento pelo DBA pode inviabilizar a execução de operações vitais da corporação.

Como se tornar um DBA e onde atuar
Um bom DBA tem um caminho longo no currículo. Além do conhecimento da área de Banco de Dados, adquirido em bons cursos de graduação (e eventualmente de pós-graduação), um bom diferencial (ou um bom ponta-pé inicial) pode ser uma certificação (veja a lista de Recursos). Grandes corporações geralmente trabalham com SGBDs robustos e você pode adquirir uma certificação destes SGBDs. Treinamentos realizados com certa freqüência também são relevantes, principalmente quando um determinado SGBD lança um novo release que provê suporte, por exemplo, a um novo formato de dados do qual o DBA não tem conhecimento. Em alguns casos, novos SGBDs que lidam com a gerência específica de um formato de dados, como é o caso do formato XML nos últimos anos, tornam-se disponíveis comercialmente. É importante que o DBA esteja atento a estes fatos! Treinamentos podem ser feitos tanto em cursos de especialização quanto em empresas do ramo.
A área de atuação de um DBA é ampla e engloba desde atividades em empresas públicas ou privadas de médio e grande porte até consultorias em projetos financiados pelo governo, pólos de software, parques tecnológicos e grandes Universidades.

Concluindo
Apesar de todas as atividades específicas mencionadas, é importante observar que o DBA não deve se deter apenas aos conhecimentos específicos de Banco de Dados. Como os SGBDs são sistemas complexos, configuráveis de acordo com as necessidades e infra-estrutura disponibilizadas, o profissional de Banco de Dados deve ter conhecimentos relativamente bons sobre sistemas operacionais, redes, formas de armazenamento, desenvolvimento de software e, nos dias de hoje, até mesmo alguma noção sobre alto desempenho. Tudo isso é necessário para a perfeita harmonia entre o DBA e toda a equipe de um departamento de TI.
Lembre-se que o DBA é o maior responsável pelos dados armazenados em um banco de dados. Estes dados são vitais para o correto funcionamento dos sistemas computacionais de uma corporação! Assim, quando alguma coisa está errada no servidor de banco de dados, o DBA precisa saber qual a melhor
maneira de resolver o problema da forma mais rápida possível, realizando correções sem agravar a situação ou perder dados.
Se você se interessou pelo assunto e quer mais detalhes sobre o tema, é interessante consultar livros especializados. Como a execução das tarefas mencionadas depende de ferramentas específicas, é normal que os livros sejam dirigidos a um SGBD em particular. No entanto, você pode matar sua curiosidade mais geral com o livro mencionado na seção Recursos.

AUTORES: Carina Friedrich Dorneles, dorneles@upf.br, Universidade de Passo Fundo (UPF)
Ronaldo dos Santos Mello, ronaldo@inf.ufsc.br, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO COMO SUPORTE ÀS ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS

A Tecnologia da Informação (TI) é vista como o fator de viabilização desta integração em abrangência mundial, bem como de criação de novas estratégias de negócio, de novas estruturas organizacionais e de novas formas de relacionamento entre empresas e entre empresas e seus consumidores. Além dos computadores, portanto, equipamentos de reconhecimento de dados, tecnologias de comunicações, automação industrial e outros hardwares e serviços estão envolvidos.
Dentro deste cenário, a Internet aparece como a aplicação de TI mais visível, já que fornece a infra-estrutura sobre a qual são desenvolvidas as aplicações estratégicas de TI, onde se destacam o E-Business e o E-Commerce.
Surgem as organizações virtuais, com empresas que atuam exclusivamente na Internet, e também empresas tradicionais passam a atuar também na web. Além disso, novas formas de associação e relacionamento entre as empresas. A TI viabiliza uma nova forma de integração: a integração virtual, que surge como uma forte alternativa à integração vertical, que passa a perder potencial como fonte de vantagem competitiva.
Passado um primeiro momento em que muitas iniciativas inovadoras surgiram e desapareceram, vive-se um momento no qual é clara a necessidade de uma estratégia bem definida. O interesse maior inicial no business to consumer (B2C) passa para o business to business (B2B), onde grandes empresas exploram as características desta nova e potente ferramenta.
Na visão de Porter (2001), embora a Internet seja a melhor plataforma de TI para reforçar uma estratégica distintiva, as empresas têm cometido muitos erros na sua utilização por falta de visão estratégica, particularmente, é necessária uma melhor compreensão destes fatos na economia brasileira, já que a literatura acadêmica tem explorado menos o que ocorre em termos de estratégia de TI nas empresas operando no Brasil, em relação à realidade internacional.

Considerações Finais e Perspectivas
O surgimento do conceito de mercados eletrônicos e a disseminação do uso da Internet como meio que o viabiliza aumentou muito o alcance e o impacto das aplicações de TI, envolvendo relações com consumidores e redes com outras empresas. Embora haja diversos trabalhos apresentando e analisando casos destas aplicações no âmbito internacional, a realidade brasileira ainda necessita ser estudada com maior atenção.
A partir destes conceitos e destes fatos, algumas questões devem estar incluídas em uma agenda de estudos:
•Como o e-business pode alterar as forças competitivas dentro de uma indústria?
•Qual o papel da TI (em especial da Internet) em viabilizar estratégias de negócios pré-existentes envolvendo inter-relação e cooperação entre empresas?
•Qual o papel da TI (em especial da Internet) em criar novas estratégias de negócios envolvendo inter-relação e cooperação entre empresas?
•Como os Sistemas Integrados de Gestão (ERP) influem nas relações entre empresas?
•Como se dá o desenvolvimento e implantação de usos estratégicos da TI (em especial no caso de aplicações de TI envolvendo inter-relação e cooperação entre empresas)?
•Quais conceitos têm sido usados na construção destas aplicações?
Portanto, coloca-se a proposta de realização de pesquisas visando estudar as estratégias adotadas nas empresas brasileiras para a utilização eficaz da Tecnologia da Informação (TI), tendo em vista a proliferação de aplicações de grande repercussão, em especial aquelas que alteram as relações entre empresas, como aquelas voltadas ao "comércio eletrônico".
A análise das questões acima dentro da perspectiva brasileira acima permitirá aumentar a compreensão dos conceitos apresentados neste texto, bem como planejar a sua utilização de forma eficiente e eficaz, de forma a que as organizações possam obter ganhos de produtividade e, sobretudo, de competitividade.

Referências: http://www.prd.usp.br/redecoop/TI_estrat_BAH_FJBL_format.PDF

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Robótica Educacional

Robótica Educacional é a maneira de educar através de ambientes práticos de aprendizagem, apresentando como principais características uma aprendizagem dinâmica e divertida. É constituída por materiais de sucata ou kits de montagem compostos por variadas peças, como motores e sensores controláveis por dispositivos programáveis. Este trabalho aborda a Robótica Educacional utilizando o kit Lego Mindstorms NXT [Lego]. Vários trabalhos foram realizados utilizando este kit. Mesmo havendo vários exemplos bem sucedidos da sua utilização, o kit ainda é pouco utilizado no âmbito educacional.
       Tendo em vista as dificuldades do Sistema Educacional de proporcionar uma educação dinâmica, prática e divertida, a Robótica Educacional se propõe a colaborar de forma significativa, tendo em vista que suas aplicações se estendem a várias áreas do conhecimento.


Exemplo da aplicação da Robótica Educacional - Aprendendo Matemática com Robótica
Uma aplicação da Robótica Educacional se deu  em um projeto denominado Amora, que teve como objetivo praticar e fixar o conteúdo de assuntos abordados em sala de aula, principalmente em disciplinas como Matemática e Física em crianças de 5a e 6a séries do Ensino Fundamental. O kit Lego Mindstorms acabou despertando o interesse dos alunos para a aprendizagem, conforme apresentado na Figura 2. Foram trabalhadas áreas como manipulação e construção de mecanismos por meio de peças de Lego, engrenagens, polias, eixos, etc..

Vários conceitos de Aritmética e Geometria foram explorados. Dentre os
principais podemos citar: frações, números positivos e negativos, razão, multiplicação e números inteiros e racionais. É importante mencionar que também foram trabalhadas noções de Lógica de Programação conforme a faixa etária das séries citadas.  Chegou-se à conclusão que a Robótica é uma área que pode ser utilizada para fazer com que o educando tenha interesse pela aula e conseqüentemente pode auxiliá-lo
a aprender de forma dinâmica e criativa. Ficou claro que é preciso primeiramente proporcionar um ambiente de aprendizagem para que o aluno tenha a oportunidade de interagir e nele aprender, enfim, conseguindo quebrar as barreiras que existem contra a Matemática, encarando-a como algo cotidiano.

Exemplo da UFAM
Recentemente iniciou-se um trabalho na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Departamento de Ciência da Computação (DCC), com a criação do Laboratório de Robótica Educativa do Amazonas [LaboREAM], que tem como objetivo difundir a prática da Robótica Educacional no Amazonas. O laboratório ainda está em fase de montagem, entretanto alguns trabalhos já foram realizados e outros estão em andamento orientados por Netto.

Conclusão
É necessário proporcionar um ambiente educacional favorável, para que depois o aluno possa nele interagir e aprender. É justamente esse ambiente favorável que se pretende estabelecer através da criação dessa Bateria de Testes de Robótica Educacional, para que a mesma possa ser utilizada como apoio as práticas pedagógicas.
A Robótica tem demonstrado grande potencial educacional que não pode ser ignorado. Percebeu-se que o uso de kits, como o kit Lego Mindstorms NXT, transforma a aprendizagem das disciplinas curriculares em algo divertido de fazer. Além de possibilitar a aquisição de conceitos de Tecnologia e Ciência tanto para crianças como para jovens. A manipulação desta ferramenta tem demonstrado um grande potencial educacional que precisa ser divulgado e praticado em meio aos jovens em idade escolar, quer sejam do período fundamental, médio ou até mesmo no meio acadêmico.


Autor: André Alves Nogueira

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Jogos Educacionais Multiusuários

Quando se fala em jogos para computador ou celular, logo vêm à mente aqueles que envolvem ação, violência, estratégia e velocidade, gerando certa carência de jogos educativos no mercado. Ao se refletir sobre a utilidade e aplicação dos jogos existentes, observa-se que os mesmos pouco acrescentam no que diz respeito à associação de conhecimentos formais de sala de aula, ainda que privilegiem o entretenimento e a diversão do usuário e sirvam para desenvolver o raciocínio rápido, a imaginação, o reflexo e a coordenação motora de quem os utilizam.


Em contrapartida, Jogos Educacionais são atividades lúdicas que possuem objetivos pedagógicos especializados para o desenvolvimento do raciocínio, das demais capacidades cognitivas e do aprendizado do jovem. Além de gerar entretenimento, apresentam novos conhecimentos ou reforçam aqueles já descobertos. Muitos destes jogos permitem a interação entre diferentes usuários e são chamados Jogos Multiusuários, sendo um de seus principais atrativos é que é muito mais excitante disputar um jogo com outra pessoa do que sozinho.

A busca por novos jogos vem aumentando a cada dia que passa. Tendo em vista que o mercado está em ampla expansão e contando com milhões de consumidores, o desenvolvimento de jogos é um grande negócio.

Sabendo que o aprender será o foco principal das pessoas, organizações e nações nestes próximos anos, é cada vez mais imperativo criar ambientes adequados para a aprendizagem dos indivíduos nas sociedades.

O principal desafio é, portanto, criar um ambiente com espaços ativos e dinâmicos, onde o conhecimento é aliado a idéias interconectadas, interdependentes e intercambiáveis, que perpassam os domínios das múltiplas inteligências, tornando o aluno um ser privilegiado, que imagina cria e interage.

É neste contexto que surge o projeto de Desenvolvimento de um Jogo Educacional Multiusuário usando Bluetooth e que no momento encontra-se em andamento.


Autora: Natasha Malveira da Silva Costa


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Tecnologia Raid

RAID é a sigla para Redundant Array of Independent Disks. Trata-se de uma tecnologia que combina vários discos rígidos (HD) para formar uma única unidade lógica, onde os mesmos dados são armazenados em todos (redundância). Em outras palavras, é um conjunto de HDs que funcionam como se fossem um só. Isso permite ter uma tolerância alta contra falhas, pois se um disco tiver problemas, os demais continuam funcionando, disponibilizando os dados. Para que o RAID seja formado, é preciso utilizar pelo menos 2 HDs. O sistema operacional, neste caso, enxergará os discos como uma unidade lógica única. Quando há gravação de dados, os mesmos se repartem entre os discos do RAID (dependendo do nível).

Os níveis de RAID
A tecnologia RAID funciona de várias maneiras. Tais maneiras são conhecidas como "níveis de RAID". No total, existem 6 níveis básicos, os quais são mostrados a seguir:
RAID nível 0 - Este nível também é conhecido como "Striping" ou "Fracionamento". Nele, os dados são divididos em pequenos segmentos e distribuídos entre os discos. Este nível não oferece tolerância a falhas, pois não existe redundância. Isso significa que uma falha em qualquer um dos HDs pode ocasionar perda de informações. Por essa razão, o RAID 0 é usado para melhorar a performance do computador, uma vez que a distribuição dos dados entre os discos proporciona grande velocidade na gravação e leitura de informações.
RAID nível 1 - também conhecido como "Mirroring" ou "Espelhamento", o RAID 1 funciona adicionando HDs paralelos aos HDs principais existentes no computador. Assim, se por exemplo, um computador possui 2 discos, pode-se aplicar mais um HD para cada um, totalizando 4. Os discos que foram adicionados, trabalham como uma cópia do primeiro. Assim, se o disco principal recebe dados, o disco adicionado também os recebe. Daí o nome de "espelhamento", pois um HD passa a ser uma cópia praticamente idêntica do outro.
RAID nível 2 - este tipo de RAID, adapta o mecanismo de detecção de falhas em discos rígidos para funcionar em memória. Assim, todos os discos da matriz ficam sendo "monitorados" pelo mecanismo. Atualmente, o RAID 2 é pouco usado, uma vez que praticamente todos os discos rígidos novos saem de fábrica com mecanismos de detecção de falhas implantados.
RAID nível 3 - neste nível, os dados são divididos entre os discos da matriz, exceto um, que armazena informações de paridade. Assim, todos os bytes dos dados tem sua paridade (acréscimo de 1 bit, que permite identificar erros) armazenada em um disco específico. Através da verificação desta informação, é possível assegurar a integridade dos dados, em casos de recuperação. Por isso e por permitir o uso de dados divididos entre vários discos, o RAID 3 consegue oferecer altas taxas de transferência e confiabilidade das informações. Para usar o RAID 3, pelo menos 3 discos são necessários.
RAID nível 4 - este tipo de RAID, basicamente, divide os dados entre os discos, sendo que um é exclusivo para paridade. A diferença entre o nível 4 e o nível 3, é que em caso de falha de um dos discos, os dados podem ser reconstruídos em tempo real através da utilização da paridade calculada a partir dos outros discos, sendo que cada um pode ser acessado de forma independente. O RAID 4 é indicado para o armazenamento de arquivos grandes, onde é necessário assegurar a integridade das informações. Isso porque, neste nível, cada operação de gravação requer um novo cálculo de paridade, dando maior confiabilidade ao armazenamento (apesar de isso tornae as gravações de dados mais lentas).
RAID nível 5 - este é muito semelhante ao nível 4, exceto o fato de que a paridade não fica destinada a um único disco, mas a toda a matriz. Isso faz com que a gravação de dados seja mais rápida, pois não é necessário acessar um disco de paridade em cada gravação. Apesar disso, como a paridade é distribuída entre os discos, o nível 5 tende a ter um pouco menos de performance que o RAID 4. O RAID 5 é o nível mais utilizado e que oferece resultados satisfatórios em aplicações não muito pesadas. Este nível precisa de pelo menos 3 discos para funcionar.
RAID 0 + 1 - O RAID 0 + 1 é uma combinação dos níveis 0 (Striping) e 1 (Mirroring), onde os dados são divididos entre os discos para melhorar o rendimento, mas também utilizam outros discos para duplicar as informações. Assim, é possível utilizar o bom rendimento do nível 0 com a redundância do nível 1. No entanto, é necessário pelo menos 4 discos para montar um RAID desse tipo. Tais características fazem do RAID 0 + 1 o mais rápido e seguro, porém o mais caro de ser implantado.

Tipos de RAID
Sistema RAIDExistem 2 tipos de RAID, sendo um baseado em hardware e o outro baseado em software. Cada uma possui vantagens e desvantagens. O primeiro tipo é o mais utilizado, pois não depende de sistema operacional (pois estes enxergam o RAID como um único disco grande) e são bastante rápidos, o que possibilita explorar integralmente seus recursos. Sua principal desvantagem é ser um tipo caro inicialmente. A foto ao lado mostra um poderoso sistema RAID baseado em hardware. Repare que na base da direita estão armazenados vários discos:
O RAID baseado em hardware, utiliza dispositivos denominados "controladores RAID", que podem ser, inclusive, conectados em slots PCI da placa-mãe do computador. Já o RAID baseado em software não é muito utilizado, pois apesar de ser menos custoso, é mais lento, possui mais dificuldades de configuração e depende do sistema operacional para ter um desempenho satisfatório. Este tipo ainda fica dependente do poder de processamento do computador em que é utilizado.

Finalizando
A tecnologia RAID é um dos principais conceitos quando o assunto é armazenamento de dados. Sua eficiência é comprovada por se tratar de uma tecnologia em uso há vários anos e que mesmo assim "não sai de moda". Grandes empresas, como a Intel, oferecem soluções de RAID, e essa tecnologia é possível de ser encontrada até mesmo em computadores domésticos. É muito provável que o RAID ainda venha a apresentar novos meios de funcionalidades, ampliando seu uso para os mais diversos tipos de necessidade de armazenamento e acesso à dados.